Archive for julho \22\UTC 2010

>O tempo e a incerteza

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Uma distância segura, uma saudade apertada e um longo caminho
Mas se houver a chegada tudo se dissipa

Mas há uma distância longa, uma saudade sem fim
Um caminho invisível onde não se vai e nem se vem

Vejo o passado e acredito no futuro
Mas o presente é incerto demais

E basta o silêncio para acreditar
Que muitas coisas não voltam mais

Mas os sons voltam a tocar meu ouvido
Como uma prece, um pedido, um afago

Às vezes desejo que não volte mais, e então tudo resolvido estará,
Lá bem longe, num tempo distante e esquecido.

Mas me pergunto: Do que viverei?
Do que meu coração será alimentado?

E ele chega novamente;
Não sei se é o tempo curando, o vento levando, o ar agitando…

Mas o coração cauteloso, estranho, estranhamente se assusta
E me questiona com respostas que não tenho.

E lá vem ela: a incerteza me agarrando com unhas e dentes

Hoje, quero um basta, a cura da dor, do medo e do cansaço
Tão presente dentro deste sino que insiste a tocar

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