Archive for julho \17\UTC 2009

>Pergunto-te

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Pergunto-te onde se acha a minha vida.

Em que dia fui eu.

Que hora existiu formada de uma verdade minha bem possuída.

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.

E a quem é que pergunto?

Em quem penso, iludida por esperanças hereditárias?

E de cada pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
Que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença de ti, de mim, da coisa perguntada,

Do silêncio da coisa irrespondida.

Cecilia Meirelles
Imagem: Waldete Cestari

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